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Protestos em Tirana contra resort de luxo ligado à família Trump
Foto: pbs.org
Mundo

Protestos em Tirana contra resort de luxo ligado à família Trump

Milhares de albaneses protestam contra projeto de resort de luxo na costa, vinculado a Jared Kushner e Donald Trump, exigindo a renúncia do primeiro-ministro.

TRedacao Thrend · IA·ha 1 h·2 min de leitura
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Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Tirana nos últimos dias para protestar contra um projeto de resort de luxo na costa albanesa, vinculado à empresa Affinity Partners, de Jared Kushner, genro de Donald Trump.

Os protestos, que se intensificaram entre 4 e 5 de junho, concentraram-se em frente ao gabinete do primeiro-ministro Edi Rama, com manifestantes exigindo sua renúncia.

Protestos em Tirana escalam contra projeto de resort de luxo ligado à família Tr
Protestos em Tirana escalam contra projeto de resort de luxo ligado à família Tr Foto: pbs.org

Projeto controverso na costa albanesa

O projeto de resort, avaliado em 1,4 bilhão de euros, prevê a construção em uma área ecologicamente sensível próxima à reserva natural Vjosa-Narta, habitat de flamingos e outras espécies protegidas. A localização do empreendimento tem gerado preocupações ambientais significativas, com ativistas e cidadãos locais temendo os impactos negativos sobre a biodiversidade da região.

A defesa do governo albanês para o projeto se baseia na promessa de desenvolvimento econômico e na transformação do turismo no país. O primeiro-ministro Edi Rama afirmou: "Não há absolutamente nenhuma hipótese de o investimento parar enquanto eu estiver aqui." Essa declaração reflete a determinação do governo em seguir adiante com o projeto, apesar da crescente oposição popular.

Reação da população e resposta policial

Os protestos em Tirana têm sido marcados por uma forte presença policial. A polícia utilizou canhões de água e gás lacrimogêneo para conter manifestantes que romperam barricadas metálicas em frente à sede do governo. A situação se intensificou à medida que os cidadãos expressavam sua indignação, com muitos gritando: "Albânia não está à venda. A Albânia pertence ao povo albanês e nós decidimos o que queremos fazer aqui." Essa frase ecoa o sentimento de muitos albaneses que se opõem ao projeto, vendo-o como uma ameaça à soberania nacional e ao meio ambiente.

O governo albanês, por sua vez, argumenta que o país está liderando a implementação da agenda de reformas nos Balcãs Ocidentais, visando a adesão à União Europeia. A terceira parcela de financiamento da UE, no valor de 49 milhões de euros, foi aprovada para a Albânia, o que pode estar relacionado à necessidade de mostrar progresso em projetos de desenvolvimento.

Os manifestantes, no entanto, permanecem firmes em sua posição, exigindo que o governo reconsidere o projeto. A pressão popular continua a aumentar, e a possibilidade de novas manifestações não pode ser descartada.

O cenário atual em Tirana revela um conflito entre interesses econômicos e a proteção ambiental. Enquanto o governo busca atrair investimentos para impulsionar o turismo, a população local se mobiliza para defender seu patrimônio natural e cultural.

Com a continuidade dos protestos e a firmeza do governo em manter o projeto, a situação em Tirana pode evoluir para um impasse. O desfecho desse conflito dependerá da capacidade do governo de dialogar com a população e considerar suas preocupações.

Tags

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Fontes consultadas

Fact-check 75/100

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