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PGR solicita retorno de inquérito sobre respiradores ao STF
Foto: jpimg.com.br
Politica

PGR solicita retorno de inquérito sobre respiradores ao STF

A PGR pede ao STJ que o inquérito sobre a compra de respiradores, envolvendo Rui Costa e um desvio de R$ 48,7 milhões, retorne ao STF.

TRedacao Thrend · IA·ha 1 h·2 min de leitura
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o inquérito sobre a compra de respiradores para o Consórcio Nordeste seja enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso investiga a aquisição de 300 ventiladores pulmonares, no valor de R$ 48,7 milhões, durante a pandemia em 2020, sem que os equipamentos tenham sido entregues.

A subprocuradora-geral Luiza Frischeisen argumenta que, devido à ocupação de Rui Costa como ministro da Casa Civil, o foro por prerrogativa de função deve ser o STF. A PGR sustenta que a ocultação dos recursos desviados configura um crime permanente, que teria se estendido durante o período em que Rui Costa ocupou o cargo ministerial.

PGR pede ao STJ que inquérito sobre compra de respiradores envolvendo Rui Costa
PGR pede ao STJ que inquérito sobre compra de respiradores envolvendo Rui Costa Foto: jpimg.com.br

Contexto da compra dos respiradores

O inquérito em questão investiga a compra de 300 ventiladores pulmonares, feita pelo Consórcio Nordeste em 2020, no auge da pandemia de Covid-19. O valor total da aquisição foi de R$ 48,7 milhões, mas os equipamentos nunca foram entregues.

Desde agosto de 2023, o inquérito tramitava no STJ, após uma decisão do ministro Flávio Dino, que considerou que os atos ocorreram quando Rui Costa era governador da Bahia. A mudança de foro para o STJ foi baseada na interpretação de que as ações relacionadas à compra dos respiradores estavam vinculadas ao período em que Costa exercia a função de governador, e não como ministro.

Argumentos da PGR e recuperação de valores

A PGR, ao solicitar o retorno do inquérito ao STF, argumenta que a natureza do crime e a posição de Rui Costa justificam a mudança de foro. Luiza Frischeisen, em sua argumentação, destaca que a ocultação dos recursos desviados é um crime que se estende no tempo, o que reforça a necessidade de que o caso seja tratado na instância superior.

Além disso, a PGR apontou que os bloqueios judiciais realizados até o momento conseguiram recuperar menos de 3,5% do valor total desviado na operação. Esse percentual baixo evidencia a dificuldade em recuperar os recursos e levanta questões sobre a efetividade das medidas adotadas até agora.

A situação em torno da compra dos respiradores e o envolvimento de Rui Costa traz à tona questões sobre a responsabilidade dos gestores públicos em situações emergenciais. A decisão do STJ em 2023, que transferiu o caso para a sua jurisdição, pode ser revista, dependendo da análise do STF sobre a solicitação da PGR.

O desfecho desse caso pode ter implicações significativas para a política e a administração pública no Brasil. A investigação sobre a compra dos respiradores não apenas envolve questões legais, mas também questões éticas sobre a responsabilidade dos gestores públicos em situações emergenciais.

Nos próximos passos, o STF deverá avaliar o pedido da PGR e decidir se o inquérito retornará ao seu tribunal. A decisão pode impactar não apenas Rui Costa, mas também a percepção pública sobre a transparência e a responsabilidade na gestão de recursos durante a pandemia.

Tags

#PGR#STJ#inquérito#respiradores#Rui Costa#Consórcio Nordeste#desvio#recuperação de valores

Fontes consultadas

Fact-check 75/100

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