
Julgamento de Henry Borel entra no quinto dia com mal-estar de Monique
O julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros avança com depoimentos de peritos e tensão no tribunal após mal-estar da ré.
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel em 2021, atingiu o quinto dia no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Durante a sessão, Monique Medeiros passou mal e foi autorizada a deixar o plenário após a exibição de fotos da necropsia do menino, o que gerou um clima de tensão no tribunal.
Depoimento do perito e a condição de Henry Borel
O perito criminal Luiz Carlos Prestes, em seu depoimento, afirmou que Henry Borel sofreu uma morte "lenta e agônica" devido a espancamento. Ele descartou a possibilidade de que manobras de massagem cardíaca pudessem ter causado as lesões hepáticas encontradas no corpo da criança. Segundo o laudo de necropsia, foram identificadas 23 lesões no corpo do menino, evidenciando a gravidade da situação.
"Essa criança sentiu muita dor, essa criança sofreu muito, porque além das múltiplas lesões, essa morte foi lenta, foi agônica," declarou Prestes, ressaltando a brutalidade do crime e a dor vivida por Henry.
Estratégias das defesas e depoimentos de testemunhas
As defesas dos réus estão adotando estratégias opostas. A defesa de Jairinho sustenta a tese de que a morte de Henry foi causada por uma queda acidental ou erro médico, enquanto a defesa de Monique alega que ela foi vítima de violência psicológica e manipulada pelo ex-vereador. Essa divergência nas abordagens reflete a complexidade do caso e as diferentes narrativas que estão sendo apresentadas ao tribunal.
Nos dias anteriores, testemunhas, incluindo ex-namoradas de Jairinho, relataram episódios de agressões cometidas pelo réu contra elas e seus filhos. Esses depoimentos contribuem para a construção do perfil do acusado e levantam questões sobre seu comportamento e histórico de violência.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar garantindo a Jairinho o direito de ser interrogado apenas após o depoimento de Monique Medeiros. Essa decisão pode influenciar a dinâmica do julgamento e as estratégias de defesa de ambos os réus.
A expectativa é de que novos depoimentos sejam ouvidos e que as defesas apresentem seus argumentos finais. A sociedade aguarda ansiosamente o desfecho desse caso que chocou o Brasil e levantou questões sobre violência doméstica e a proteção de crianças.
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Fontes consultadas
Fact-check 75/100- Caso Henry Borel: começa quinto dia de júri de Jairo e Monique2026-05-29
Sessão marca o quinto dia de audiências; Monique Medeiros passou mal e foi autorizada a não retornar.
- Caso Henry Borel: Monique e Jairinho viram rivais no julgamento2026-05-28
Disputa entre as defesas se tornou um dos principais elementos do julgamento.
- Caso Henry Borel: Liminar garante a Jairinho direito de falar após Monique no júri2026-05-27
TJ-RJ reverte negativa da juíza e permite que Jairinho deponha após Monique.
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