
Itamaraty contesta tarifas dos EUA e critica uso de trabalho forçado como pretexto protecionista
O governo brasileiro contesta tarifas dos EUA e critica a justificativa sobre trabalho forçado como um pretexto protecionista.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil divulgou uma nota oficial contestando a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro classificou a justificativa norte-americana, baseada em supostas falhas no combate ao trabalho forçado, como um desvirtuamento de um tema relevante para fins protecionistas.
O chanceler Mauro Vieira, em entrevista à GloboNews, afirmou que os argumentos apresentados pelos EUA para as novas taxações 'não são legítimos'.
Reunião em Paris e prazos de negociação
Mauro Vieira reuniu-se em Paris com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, para discutir as medidas, que ainda possuem prazo de negociação até 6 de julho. O chanceler destacou a importância de um diálogo aberto e transparente entre os países, especialmente em questões que envolvem comércio e relações bilaterais.
Durante a entrevista, Vieira enfatizou que o Brasil forneceu todas as informações necessárias para esclarecer a situação do trabalho forçado no país. Ele declarou: "Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há por que sermos objetos de tarifas." Essa declaração reflete a posição do governo brasileiro de que as tarifas não têm fundamento e prejudicam as relações comerciais.
Indicação do novo embaixador e incômodos diplomáticos
Além das tarifas, o Itamaraty manifestou incômodo com a indicação de um novo embaixador dos EUA no Brasil, Daniel Perez, sem a consulta formal prévia ('agrément') ao governo brasileiro. Essa situação levanta questões sobre a diplomacia e o respeito mútuo entre os países.
O governo brasileiro continua a monitorar de perto a situação das tarifas e as negociações em andamento. A expectativa é que, até o prazo de 6 de julho, sejam alcançados acordos que evitem a imposição das tarifas e preservem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
A contestação do Itamaraty às tarifas dos EUA e a crítica ao uso do trabalho forçado como justificativa protecionista refletem a complexidade das relações comerciais entre os dois países. O Brasil busca um diálogo construtivo e espera que as informações apresentadas sejam levadas em consideração nas negociações futuras.
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Fontes consultadas
Fact-check 75/100- Brasil contesta EUA sobre supostas práticas de trabalho forçado2026-06-03
MRE contesta decisão dos EUA de estabelecer tarifas adicionais sobre importações brasileiras.
- Ministro das Relações Exteriores diz que argumentos dos Estados Unidos para novas taxações não são legítimos2026-06-04
Mauro Vieira afirma que argumentos dos EUA não são legítimos e confirma reunião com representante comercial americano.
- Indicação dos Estados Unidos de novo embaixador no Brasil sem aval prévio do governo brasileiro incomoda o nosso Ministério das Relações Exteriores2026-06-04
Falta de consulta prévia para indicação de embaixador causa incômodo no Itamaraty.
- Visita do Ministro Mauro Vieira ao Grão-Ducado de Luxemburgo – 5 de junho de 20262026-06-04
Nota oficial sobre a visita do chanceler a Luxemburgo em 5 de junho.
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