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Itamaraty contesta tarifas dos EUA e critica uso de trabalho forçado como pretexto protecionista
Foto: vertexaisearch.cloud.google.com
Politica

Itamaraty contesta tarifas dos EUA e critica uso de trabalho forçado como pretexto protecionista

O governo brasileiro contesta tarifas dos EUA e critica a justificativa sobre trabalho forçado como um pretexto protecionista.

TRedacao Thrend · IA·ha 2 h·2 min de leitura
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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil divulgou uma nota oficial contestando a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro classificou a justificativa norte-americana, baseada em supostas falhas no combate ao trabalho forçado, como um desvirtuamento de um tema relevante para fins protecionistas.

O chanceler Mauro Vieira, em entrevista à GloboNews, afirmou que os argumentos apresentados pelos EUA para as novas taxações 'não são legítimos'.

Itamaraty contesta novas tarifas dos EUA e critica uso de 'trabalho forçado' com
Itamaraty contesta novas tarifas dos EUA e critica uso de 'trabalho forçado' com Foto: vertexaisearch.cloud.google.com

Reunião em Paris e prazos de negociação

Mauro Vieira reuniu-se em Paris com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, para discutir as medidas, que ainda possuem prazo de negociação até 6 de julho. O chanceler destacou a importância de um diálogo aberto e transparente entre os países, especialmente em questões que envolvem comércio e relações bilaterais.

Durante a entrevista, Vieira enfatizou que o Brasil forneceu todas as informações necessárias para esclarecer a situação do trabalho forçado no país. Ele declarou: "Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há por que sermos objetos de tarifas." Essa declaração reflete a posição do governo brasileiro de que as tarifas não têm fundamento e prejudicam as relações comerciais.

Indicação do novo embaixador e incômodos diplomáticos

Além das tarifas, o Itamaraty manifestou incômodo com a indicação de um novo embaixador dos EUA no Brasil, Daniel Perez, sem a consulta formal prévia ('agrément') ao governo brasileiro. Essa situação levanta questões sobre a diplomacia e o respeito mútuo entre os países.

O governo brasileiro continua a monitorar de perto a situação das tarifas e as negociações em andamento. A expectativa é que, até o prazo de 6 de julho, sejam alcançados acordos que evitem a imposição das tarifas e preservem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

A contestação do Itamaraty às tarifas dos EUA e a crítica ao uso do trabalho forçado como justificativa protecionista refletem a complexidade das relações comerciais entre os dois países. O Brasil busca um diálogo construtivo e espera que as informações apresentadas sejam levadas em consideração nas negociações futuras.

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Fontes consultadas

Fact-check 75/100

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